Este dicionário técnico organiza termos de infraestrutura, APIs, integração e boas práticas de desenvolvimento. Ele foi pensado para consulta rápida durante o projeto, onde cada termo traz uma definição simples e um link para aprofundamento.
💡 Como usar este dicionário
A melhor forma de usar este material é não tentar decorar todas as definições de uma vez. A ideia é consultar os termos sempre que surgirem em reuniões, tarefas, documentações ou conversas técnicas.
Uma boa estratégia de estudo é ler o conceito, explicá-lo com suas próprias palavras e pensar em um exemplo de onde ele poderia aparecer no projeto. Assim, em vez de apenas decorar nomes como Pipeline, Deploy, Kubernetes, Postman ou Regex, você passa a entender qual é a função de cada um e como eles se relacionam no dia a dia do desenvolvimento.
🛠️ Palavras Técnicas
Cluster
Dica: ambiente onde as aplicações são executadas e gerenciadas.
Um cluster é, de forma simples, um conjunto de computadores ou servidores que trabalham juntos, de forma coordenada. No contexto de infraestrutura, também pode indicar uma rede de empresas, universidades e especialistas que cooperam em um mesmo tema (por exemplo, um cluster cibernético reúne organizações que colaboram em cibersegurança). No contexto de Kubernetes e OpenShift, o termo cluster provavelmente se refere a um cluster Kubernetes: o ambiente responsável por executar e gerenciar as aplicações.
🔗 Aprofundamento sobre Cluster
Gateway
Dica: porta de entrada que encaminha a comunicação entre sistema.
É a porta de passagem entre redes ou sistemas diferentes. Ele recebe uma solicitação, encaminha os dados para o destino correto e pode traduzir protocolos quando necessário. O roteador de casa, por exemplo, costuma agir como gateway para a internet; em APIs, um API Gateway pode direcionar chamadas para os serviços corretos.
🔗 Aprofundamento sobre Gateway
Kubernetes (K8s)
Dica: plataforma que organiza e gerencia aplicações em containers.
É uma plataforma utilizada para organizar e gerenciar aplicações que rodam em containers. Dentro dela é possível controlar onde uma aplicação será executada, quantas cópias dela devem existir e como ela será atualizada, mantendo esse estado desejado de forma automática.
🔗 Aprofundamento sobre Kubernetes
Deploy
Dica: processo de colocar ou atualizar uma aplicação no ambiente.
Deploy é o processo de colocar uma aplicação para funcionar em um ambiente onde ela poderá ser utilizada. Depois de desenvolver e testar uma aplicação, é necessário disponibilizá-la em um servidor ou plataforma. Esse processo de publicação pode envolver copiar os arquivos, configurar o ambiente, instalar dependências e iniciar a aplicação. O deploy também pode ser feito quando uma nova versão do sistema precisa substituir a versão anterior.
🔗 Aprofundamento sobre Deploy
Red Hat OpenShift
Dica: plataforma baseada em Kubernetes para gerenciar aplicações.
É uma plataforma empresarial baseada em Kubernetes, usada para desenvolver, publicar, proteger e administrar aplicações em containers. Ela adiciona interface gráfica, ferramentas de operação e padrões de segurança. Ou seja: Kubernetes é a base, e o OpenShift é uma plataforma mais completa construída sobre essa base.
🔗 Aprofundamento sobre OpenShift
Pipeline do GitLab
Dica: sequência automática de etapas do projeto.
É um fluxo automático de tarefas de integração e entrega contínua (CI/CD) normalmente definido no arquivo .gitlab-ci.yml. Uma pipeline pode instalar dependências, construir o projeto, executar testes e realizar o deploy. Cada tarefa dentro dela é chamada de job, e cada job é executado por um runner.
🔗 Aprofundamento sobre Pipeline
Swagger / OpenAPI
Dica: documentação que mostra como uma API funciona.
OpenAPI é um formato usado para descrever APIs REST: quais endpoints existem, quais dados são enviados, quais respostas são recebidas e como funciona a autenticação. Swagger é o conjunto de ferramentas (editor, UI, geração de código) construído em torno dessa especificação. Funciona como um cardápio, mostrando tudo o que a API oferece.
🔗 [Aprofundamento sobre OpenAPI](https://www.ibm.com/br-pt/think/topics/open-api
Postman
Dica: ferramenta visual para testar APIs.
É um cliente gráfico usado para testar APIs. Nele é possível escolher o método da requisição, informar a URL, adicionar parâmetros, cabeçalhos e corpo, configurar autenticação e analisar a resposta recebida. Também permite organizar requisições em coleções e criar testes automáticos.
🔗 Aprofundamento sobre Postman
curl
Dica: ferramenta para fazer requisições pelo terminal.
É uma ferramenta de linha de comando usada para transferir dados e chamar APIs diretamente pelo terminal, informando endereço, método, cabeçalhos e dados da requisição. Exemplo: curl https://api.exemplo.com/clientes.
🔗 Aprofundamento sobre curl
Apache Camel
Dica: ferramenta que ajuda sistemas diferentes a se comunicarem.
É um framework de integração que conecta sistemas diferentes por meio de rotas. Uma mensagem pode chegar por uma API, ser validada ou transformada, e depois seguir para outro serviço, banco de dados ou fila. Funciona como um centro de distribuição de informações entre sistemas.
🔗 Aprofundamento sobre Apache Camel
Web Companion
Dica: programa relacionado à navegação e segurança.
É o nome de um software da Adaware divulgado como proteção para navegação — não é uma ferramenta de programação. É classificado como programa potencialmente indesejado (PUP) por alterar configurações de pesquisa do navegador sem autorização clara. Se ele aparecer instalado sem que você se lembre da instalação, verifique a origem e, em ambiente corporativo, consulte o suporte de TI.
🔗 Aprofundamento sobre PUP
🧠 Conceitos
Regex (expressão regular)
Dica: padrão usado para encontrar ou validar textos.
É a abreviação de regular expression. Trata-se de um padrão usado para localizar, validar, extrair ou substituir partes de um texto — por exemplo, verificar se um CEP ou um e-mail está no formato esperado. Atenção à grafia: o correto é regex, e não “rejex”.
🔗 Aprofundamento sobre Regex
Teste unitário
Dica: teste que verifica uma pequena parte do código.
É um teste automatizado que verifica uma pequena unidade do código — como uma função ou método — geralmente isolada de banco de dados e rede. Exemplo: confirmar que somar(2, 3) devolve 5. Isso ajuda a encontrar erros mais cedo e dá mais confiança para refatorar o código no futuro.
🔗 Aprofundamento sobre Testes Unitários
Código limpo (Clean Code)
Dica: código organizado e fácil de entender e modificar.
É um código fácil de ler, entender, testar e modificar. Utiliza nomes claros, funções com responsabilidade bem definida, formatação consistente e evita repetições desnecessárias. Código limpo não é o código mais curto, e sim aquele que comunica melhor sua intenção.
🔗 Aprofundamento sobre Clean Code